Love CPR – Review

Depois de meses de ansiedade, o Love Cpr foi lançado, para a alegria dos fãs. O site September Brasil faz agora a análise do novo álbum da melhor cantora dance da atualidade. Leia, comente, concorde, discorde e compre a sua cópia!

O álbum Love CPR é um passo à frente para September. Alguns fãs irão desconfiar de início, mas logo depois vão se render. Cada faixa é especial. O álbum conta com uma produção muito mais complexa do que os anteriores. September se renova, mas mantém a sua identidade.

É clara a vontade de seguir em frente, mas há o medo de desapontar os fãs de longa data. Resuscitate me, Walk Alone e My Emergency são o tipo de som que soam “September” logo de cara. E foram feitas pensadas nesses fãs antigos, mas com uma produção mais elaborada e contemporânea.

O primeiro single, Resuscitate Me, já se firmou como uma das melhores músicas do ano. A junção dos vocais tristes e dos dois refrões, somados a um clipe efeitov, a tornaram especial. “Res-sus-cita-me, Oh yeah” ecoa na cabeça de qulquer um.

“Karlekens tunga”, o single promocional, regravação de um sucesso sueco, é a maior amostra de como o eletro e o dance podem dialogar bem. O melhor dos covers de September.

My Emergency tem que ser single. O refrão é super grudento e a letra tem tudo aquilo que uma música de September pode oferecer – amor, desilusão e arrepios. O fim, numa tensão crescente, é genial.

Walk Alone deveria ter sido estendida. É muita boa pra acabar em 2:51 e abruptamente! Mesmo assim, pra quem é fã das melodias obscuras, como a de Rest in Peace e Until i Die, é a mais apetitosa do álbum, dessas de ficar no ‘repeat’ por semanas.

Apesar do título, Love CPR é um álbum de festa. Party in my Head anuncia com clareza o que estar por vir. Uma ótima provocação. “I don’t care if the whole club is dead, cause the party is in my head”. Cheira a sucesso. Será? Tem tudo para que sim. Apesar do forte uso de auto-tune,a estrutura é bem comercial e tem apelo instantâneo com as massas.

September tem os refrões mais ‘singalong’ da música escandivana. Heat Rising é o melhor exemplo – o refrão mais forte do álbum, que explode após o começo obscuro e o vocal grave. A letra não é das mais inteligentes, mas a melodia ofusca isso. É uma canção pras pistas, né?

Se Heat Rising esquentou, Hands Up chega pra mandar todos mundo colocar a mão no ar e se entregar à batida. Esta é uma das músicas que mexem com os sentidos. Um experimento que deu certo. Mas, dentre tantos boas canções, ela não consegue se destacar.

Não dá pra abaixar o som. Bump and Ride não quer nada mais do que te manter levantado! Sem compromisso e com uma letra divertida, a música é uma das mais leves, perfeita para os clubes.

“Nobody Knows”, a bonus track do Itunes, segue a mesma linha “club”. Os vocais masculinos, misturados ao de September, são uma boa pedida pro mercado norte-americano.

As inovadoras “Music”, “Ricochet”, “Intimate Connection” e “White Flag” poderiam estar num álbum da Kylie – seguem um esquema mais eletro do que dance. O destaque fica pras duas primeiras, que mostram esse novo lado de September. São super produções, que pecam um pouco pelo abuso do uso do “autotune”. Em alguns momentos, parece que os produtores queriam brincar com o software. De qualquer forma, são ótimas adições ao álbum.

Music merece um parágrafo. Toda a construção da música chama a atenção, mas o brilhante riff eletrônico ao fim do som vale já o álbum. Sério. Pra quem curte as minúcias de uma música, esses segundos são preciosos.

Os anos 90 são revividos em “Something’s going on”. Nesta, o autotune foi bem utilizado, apesar de eu ter ficado urioso pra saber como seriam os vocais sem o efeito.  Single?

A balada Walk Away tem uma boa letra. O piano fez falta, principalmente por conta das outras excelentes baladas do álbum, Teddybjornen Fredriksson e Vem Ska Jag Tro På, que abusam do instrumento. As músicas em sueco mostram toda a qualidade vocal e a sutileza de Petra. Muito bom ouvi-la cantando assim.

Mikrofonkat, que deu o ponta pé nesse sucesso todo,  ficou por último na análise. Mas, pra quem já fez sua parte de lead single, turbinando as vendas do álbum, não é nada.A música mudou os rumos da carreira de September não por acaso. Uma das produções mais inteligente, soube aproveitar a  antiga estrutura da pusica de Petter para criar um contagiante eletro/dance.

Me and My Microphone, a versão em inglês, agrada, mas não convence como “Mikrofonkat”.

Love CPR  agrada tanto aos fãs quanto aos que acompanham dance e eletropop. Ele abre novas oportunidades para September, sem fechar as antigas. É um álbum conciliador e muito moderno. Um acerto.

4,8/5

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Publicado em fevereiro 15, 2011, em Love CPR e marcado como , , , , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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